Sombra e água de coco

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Uma das maiores produtoras de coco e derivados do mundo, a Sococo aposta na bebida da fruta para crescer

Por Darlene SANTIAGO

Todos os dias, cerca de 430 mil cocos são colhidos em uma fazenda de 6,5 mil hectares da Sococo, em Moju, no Pará. Os frutos são levados até o parque industrial da empresa em Ana­nindeua, no mesmo Estado, de onde saem a água da fruta e derivados como o coco ralado e o leite de coco. A empresa de Maceió, que teve um faturamento de R$ 394 milhões em 2012, é uma das maiores produtoras de coco do mundo, e vencedora do ranking setorial de AS MELHORES DO MIDDLE MARKET.

Desde 1966, quando a Sococo foi fundada, receitas como o bobó de camarão, pães, bolos e doces levam ingredientes com a marca da Sococo para a mesa dos brasileiros. Entre 2010 e 2013, a Sococo cresceu 15%, a partir de melhorias no manejo de seus coqueirais e nas fábricas. “Investimos em novas tecnologias agrícolas e industriais que têm garantido à Sococo uma posição de destaque na coqueicultura mundial”, diz o presidente da empresa, o engenheiro agrônomo Emerson de Melo Tenório. Um exemplo disso é que, enquanto cada coqueiro produz uma média de 45 frutos por ano no Brasil, a Sococo consegue colher mais de 120 cocos por planta no mesmo período.

O consumo de derivados da polpa do coco avança num ritmo de 4% ao ano, mas vem enfrentando a concorrência das importações, principalmente da Indonésia e da Índia. Já a água de coco, cujo consumo cresce cerca de 10% ao ano, é a grande aposta da Sococo para seguir ganhando espaço. “Nossa estratégia vem sendo construída desde 2009, com a implantação de um novo polo produtor, em Santa Isabel, no Pará”, afirma Tenório. “Esse investimento será responsável por triplicar nossa oferta de água de coco.”

Com um aporte de R$ 80 milhões, o coqueiral da fazenda de Santa Isabel, com 2,1 mil hectares, foi criado exclusivamente para a produção da bebida. Lá, a produção terá início em 2014 e será fundamental para incrementar os resultados da companhia e fazer com que ganhe mercado em outros países. Segundo o diretor comercial da Sococo, Paulo Roberto Maya Gomes, a produção vai saltar dos atuais 24 milhões de litros de bebida por ano para 75 milhões de litros, até 2018. “Boa parte da produção de água de coco do polo de Santa Isabel deverá ser destinada ao mercado externo”, diz Gomes.

 

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br

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