Enduro reúne carros com fibras de coco, juta e até espécie de bromélia

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Evento em Piracicaba apresenta carros produzidos por universitários.
Protótipos são postos à prova na terra neste domingo (16) no ECPA.

Estudantes de engenharia que disputam campeonato de protótipos de veículos off-road (bajas) realizado em Piracicaba (SP) até este domingo (16) investiram em projetos alternativos e em materiais naturais para diminuir o peso dos carros e torná-los mais competitivos nas provas de enduro. Entre as inovações está o emprego de fibras de coco, juta e de uma espécie de bromélia nos componentes, além de sistema de geração de energia a partir do calor do motor.

Os bajas são protótipos de estrutura tubular em aço para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90 metro de altura e até 113,4 quilos de peso. Os sistemas de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelos próprios estudantes de engenharia, orientados por professores.

A 20ª edição da competição Baja SAE Brasil Petrobras começou na quinta-feira (13) no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA). O interior paulista é representado por 12 equipes de 10 instituições de ensino superior. Ao todo, as provas reúnem 72 equipes e cerca de 1.000 alunos de cursos de engenharia de 18 estados brasileiros e do Distrito Federal (DF).

Fibra leve e resistente

O grupo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criou um carro com componentes alternativos como carenagem e acabamento feitos com fibras de carbono, de vidro e de curauá, espécie de bromélia que cresce principalmente na porção paraense da floresta amazônica. A fibra extraída das folhas da planta é leve e resistente e permite diferentes aplicações, explicou a líder da equipe, Giovana Rebellato, aluna de engenharia mecânica.

A preocupação com o meio ambiente também está presente no protótipo montado pela equipe Amazon Baja, da Universidade Federal do Pará, que usou fibra de juta na carenagem do veículo. Já os estudantes da Universidade Federal de Pernambuco aplicaram fibra de coco no painel do modelo criado para a disputa.

O carro da equipe da Universidade Federal do Pernambuco possui sistema híbrido para dar suporte à bateria. Para isso, os alunos instalaram um conversor que transforma a energia térmica do motor em energia elétrica, ou seja, transforma calor em eletricidade, que é transferida para a bateria na alimentação do painel eletrônico do carro.

Os bajas inscritos passaram por avaliações estáticas e dinâmicas, nas quais foram realizadas análises do projeto, testes de tração e aceleração e de velocidade máxima. O enduro de resistência, com quatro horas de duração, acontecerá neste domingo em pista de terra e condições severas, de acordo com a organização do evento.

Carros feitos por estudantes de engenharia disputam competição em Piracicaba (Foto: Maria do Socorro Diogo/Assessoria de imprensa)

Disputa internacional
A formação do grid está programada para ocorrer a partir das 9h15. A largada do enduro será às 10h. As três equipes que alcançarem as melhores pontuações na soma geral podem representar o Brasil na disputa internacional da modalidade, que acontecerá em Nova Iorque (Estados Unidos).

O Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA) fica no quilômetro 13,5 da Estrada Velha de Tupi (SP-135), no distrito de Tupi, na zona rural de Piracicaba. A entrada é gratuita e aberta ao público interessado.

“As competições estudantis da SAE BRASIL proporcionam aos futuros engenheiros a oportunidade de colocar em prática as teorias aprendidas nas salas de aula e, assim, desenvolver capacidades e a paixão necessárias a uma boa formação profissional”, disse, por meio de assessoria, o engenheiro Ricardo Reimer, presidente da SAE Brasil.

Painel de baja tem peça feita com fibra de coco - competição em Piracicaba (Foto: Maria do Socorro Diogo/Assessoria de imprensa)

 

Fonte: http://g1.globo.com/

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