Classe C e ‘gringos’ fazem venda de água de coco disparar

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O aumento do poder de consumo da classe C e o crescimento das exportações para os EUA e a Europa transformaram a água de coco no negócio da moda no ramo de bebidas.

Sem especificar números, representantes da indústria falam em um crescimento acima de dois dígitos ao ano. De olho nesse potencial de consumo, o número de marcas disponíveis de mercado vem registrando um aumento significativo.


Lá fora, artistas como Madonna, Lady Gaga e Victoria Beckham, mulher do jogador de futebol David Beckham, dizem ser consumidoras fiéis da bebida. Por aqui, o número de adeptos cresce cada vez mais, impulsionado pelo aumento do poder aquisitivo dos brasileiros, e pela busca por uma dieta equilibrada.

“Com o crescimento do poder aquisitivo do brasileiro, que segue crescendo, aumentou o número de consumidores”, diz o diretor da unidade de negócios de água de coco da PepsiCo, Vladmir Maganhoto.

“É parte da cultura alimentar do brasileiro, não tem colesterol, é baixa em açúcar e gorduras”, diz Maganhoto. De acordo com especialistas, entre as bebidas vendidas em caixinha, a água de coco é considerada a mais saudável.

Água de coco invade a Europa; EUA devem passar o Brasil

O que antes era uma iguaria tropical, está se tornando moda em outros lugares do mundo. Segundo dados do setor, os Estados Unidos devem ultrapassar o Brasil nos próximos anos como o maior mercado consumidor de água de coco. Na Europa, as vendas crescem mais de 100% ao ano.

A água de coco produzida no Brasil é vendida no exterior na forma natural ou misturada com outras frutas, como laranja, manga e abacaxi.

“A Pepsico [dona da marca Kerococo] possui duas marcas exclusivas para o mercado norte-americano, com água de coco brasileira”, afirma Maganhoto.

‘Coco não pode ser o novo açaí’, diz empresário

Para o fundador da marca de bebidas naturais ‘Do Bem’, Marcos Leta, a água de coco é uma aposta para o próximos anos, mas ainda não possui um mercado consolidado.

“Tivemos há alguns anos o boom do açaí no exterior. Hoje, as vendas do produto estão estagnadas. , muito novo. Porém, é uma aposta grande para os próximos anos”, diz.

Para Leta, a qualidade do coco brasileiro pode ser um diferencial em relação a outras marcas de fora do país. “No exterior, o coco mais utilizado é o tailandês. Ele é muito ruim, quando comparado ao nosso. Por isso, acho que o mercado lá fora pode ser bem atraente nos próximos anos”, afirma.

Fonte: http://economia.uol.com.br/

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