Americano investe em água de coco

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Em 2012, foram consumidos 90 milhões de litros no Brasil. A meta é ter 35% do mercado interno e exportar o restante, alcançando um faturamento R$ 500 milhões em quatro anos.

O mercado brasileiro de água de coco, liderado por PepsiCo, Ducoco e Sococo, está prestes a ganhar um novo competidor. A marca de combate ainda não foi escolhida, mas a fábrica, na Bahia, já está quase pronta. Os testes para a produção da água devem começar em outubro e a previsão é de que o produto esteja nas prateleiras do varejo em janeiro do ano que vem.

Quem está por trás desse investimento é o americano Noah Schakler (enteado do investidos Willem Koyker, que tem mais de US$ 5 bilhões sob gestão) e o holandês  Piet Henk Dorr, que vive há 40 anos no Brasil. Sócios na empresa Aurantiaca, eles vinham comprando fazendas na Bahia desde 2006. Em 2010, contrataram o consultor Roberto Lessa, um baiano que por 22 anos foi executivo da Odebrecht, para definir p que fariam com os 5 mil hectares de terra. Foi Lessa, hoje vice-presidente da Aurantiaca, quem mostrou aos estrangeiros o potencial daquela região para o plantio de coco.

Com investimento de R$ 250 milhões, o projeto é ambicioso. Eles querem aproveitar 100% da fruta: com a casca, farão biomanta, usada para proteger o solo de erosão; da carne (polpa), produzirão óleo e leite de coco; e a água será envasada.

A produção de biomanta já começou. Mas é na água de coco, com margem de lucro maior, que está a grande aposta da Aurantiaca. A empresa, cujo nome foi inspirado numa orquídea com as cores da Holanda, planeja colocar no mercado 70 milhões de litros da bebida até 2017. Em 2012, foram consumidos 90 milhões de litros no Brasil. A meta é ter 35% do mercado interno e exportar o restante, alcançando um faturamento R$ 500 milhões em quatro anos.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

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